Meia-Boca Futebol Clube

Porque como diria Nelson Rodrigues: "Só jogador mediocre faz futebol de primeira"

18.5.06

Análise da Convocação I - Goleiros

É um prazer mostrar minhas habilidades (sic) comentaristas nesse tão estimado blog. Havia preparado uma série de posts no meu blog pessoal - só para ter uma razão diária pra postar -, mas presentearei-os com um tostão das minhas palavras em relação aos convocados para a Seleção que atuam com a camisa diferente das demais. (me recuso a tecer qualquer comentário sobre a opinião da participante feminina desse blog)

1- Dida: Surgiu no início dos anos 90 no time baiano do Vitória - no início dos anos 90, ou seja, os anos 80 ainda se mostravam presentes - não somente a ascenção de Tonho Matéria e a axé music, vejam vocês! -, o que explica o penteado de gosto discutível que o mesmo ostentava. Transferiu-se para o Cruzeiro, depois foi para o Corinthians, onde teve a audácia de pegar dois pênaltis do Terror do Morumbi na semifinal do brasileiro. Esse fato faz com que eu tenha por ele um mínimo de respeito. Hoje em dia defende as metas rubro-negras do time de Milão.

Na Seleção, ele foi terceiro goleiro na Copa da França, goleiro reserva na Copa do Extremo Oriente e é o virtual titular na Alemanha. Sua indiscutível incapacidade de sair do gol e sua paupérrima saída de bola - além de de sua má fase atual - causam preocupação na humanidade. Mas ele pegou pênaltis de Raí, repito. E superar o Terror do Morumbi é digno de admiração.

12 - Rogério Ceni: ou Rogério “Air” Ceni, ou “O Melhor Goleiro do Brasil”, ou simplesmente “Deus das traves”. Defensor das metas são-paulinas desde que Zetti abdicou do posto em 1997; não teve culpa de ser assessorado por Jean, Ameli, Ayala, Paulão e pessoas do nível técnico do Cris. Quando tinha a sua frente beques do nível de Beckenbauer, como Lugano, foi campeão do mundo com louvor. Competente sob as quatro traves, possui a melhor reposição de bola do planeta e, não satisfeito, ainda cobra falta com Atestado Zico de qualidade. É praticamente o Michael Jordan do futebol.

Não prolongar-me-ei porque acabarei tendo minha sexualidade contestada. Não deve ser titular da seleção porque o Parreira é uma pessoa essencialmente pragmática - pra não dizer burra. No entanto, façamos uma urucubaca básica para que o Dida se corte com um canivete.

22 - Júlio César: Surgido nas categorias de base do Flamengo, Júlio César tem como principal mérito na carreira a conquista do tricampeonato carioca contra o Vasco - se é que isso pode ser chamado de mérito. Sempre atuou com defensores medíocres, o que garantia que ele tivesse suas habilidades provadas em praticamente todas as partidas. De lá, transferiu-se para a Inter de Milão e aparentemente não fez nada de significativo.

Casado com Suzana Werner – a Maria Chuteira mais mal sucedida da história da humanidade -, é mais lembrado pela torcida do Vasco por gritos de guerras envolvendo sua esposa, Ronaldo Fenômeno e determinada prática de sexo condenada por Gil e que não pode ser citada nesse blog católico, CA-TÓ-LI-CO!

É claro que ser ídolo do Flamengo faz com que os fanáticos se refiram a ele como o novo Aranha Negra. Goleiro regular, ponderado, satisfatoriamente - no sentido negativo da palavra - competente. Como todo goleiro no país – exceto Air Ceni -, não sabe sair jogando, o que causou um dos lances mais bizarros da história dos goleiros (chutou uma bola nas costas do zagueiro, acarretando em gol contra). Deve ir pra Copa gastar diária de hotel. Porque barrar Rogério Air Ceni, nem Chuck Norris.

Não percam! Amanhã: os laterais!

2 Bolas pro Mato:

  • At 12:30 PM, Blogger Deia said…

    Ando sentindo na pele o que é ser uma minoria!!!!
    vou chamar a dani pra fazer o nosso editorial de moda-copa-2006.

     
  • At 12:43 PM, Blogger Pedro said…

    Relaxa. Só falta o Kaká.

     

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