Análise da Convocação II - Laterais
2 - Cafu: Surgido nas categorias de base do único tricampeão mundial do Brasil, Cafu iniciou sua carreira como ponta direita (!!!) que não sabia cruzar. Ganhou tudo que um jogador de futebol poderia ganhar na companhia de Raí, Cerezo e outros semideuses. Acabou virando lateral direito, jogando a Copa de 94 e, em seguida, transferindo-se para o Zaragoza. Jogou ainda no Palmeiras, Roma e atualmente recebe salário do Milan.
Na seleção, é uma espécie de Matusalém. Dono da camisa número 2 há 12 anos – mais por falta de concorrência do que por competência -, foi tetra campeão em 94, vice em 98 e capitão da Seleção do Penta. Resumindo, ele está lá desde que eu me entendo por gente. Sua principal característica sempre foi o vigor físico acima da média, o que não se pode dar como garantia no alto de suas 36 primaveras. Marcador satisfatório e apoiador regular, nunca foi o ponto de referência das equipes em que atuou. Mas não é todo mundo que possui três finais de Copa no currículo. A experiência e a possibilidade de recorde devem fazê-lo ser titular. Porque brasileiro se amarra em ser primeiro em estatística.
13 - Cicinho: Lateral direito que iniciou sua carreira no Botafogo de Ribeirão Preto, com passagens pelo Botafogo Carioca e Atlético Mineiro. Mas seu destaque aconteceu mesmo no único time tricampeão do mundo em território tupiniquim. Fez parte do esquadrão dourado que garantiu a terceira estrela no peito dos torcedores mais orgulhosos do país. Não costuma marcar ninguém, mas isso não era problema para quem tinha Mineiro como cobertura. É tranqüilamente o melhor apoiador direito do país, aliando alta velocidade, boas finalizações de longa e média distância e excepcionais cruzamentos. Atualmente joga no time merengue da capital espanhola. Tem um Fusca vermelho tunado e possui o recado de caixa postal mais ridículo da história. Mas ninguém é perfeito – além de Air Ceni. É candidato a herdar a vaga de Matusalém, que deve subir aos céus, digo, pendurar as chuteiras após seus 967 anos de devoção a Javé, digo, à Seleção.
6 - Roberto Carlos: Lateral esquerdo de constituição física desproporcional, começou a carreira no União São João de Araras – sim, o time que levou 5 gols do Dodô -, tendo passagem de destaque pelo time do Vanderlei Luxemburgo, transferindo-se para a Inter de Milão. Após breve passagem na capital italiana da moda, transferiu-se para o time merengue da capital espanhola, onde joga há alguns anos e é ídolo da torcida – ainda que vez ou outra ele seja xingado de macaco.
Corre – ou corria - quase tanto quanto o Mirandinha e chuta quase tão forte quanto Rivelino, o que não significa que seus chutes e cruzamentos tenham direção. Deu uma cagada fabulosa ao acertar uma trivela surreal contra a França em um torneio caça-níquel antes da Copa de 98 e desde então ele aparece em toda cobrança de falta de média distância. Geralmente ele acerta o saco de algum defensor ou manda na arquibancada, mas sempre tem o Galvão Bueno fanático dizendo “Lá vem Roberto Carlos!!”.
Possui – ou possuía – vigor físico excepcional, o que garantia muita raça e disposição defensivamente. Mas seus 80 centímetros de altura já o fizeram tomar muita bola nas costas. É protagonista de cagadas homéricas, como a bicicleta – ou triciclo? Ou patinete? – contra a Dinamarca nas quartas de final da Copa da França, que causou um gol dos escandinavos.
Aos 33 anos, deve disputar sua última Copa. A não ser que resolva reviver Matusalém no Novo Testamento. O sujeito é emblemático na seleção, esperemos que ele não invente mais lances alternativos. E sempre lembrando: antes um Roberto Carlos caquético do que um Gustavo Nery em forma.
16 - Gilberto: Surgido nas categorias de base do Flamengo, no tempo em que o Campeonato Carioca ainda era transmitido pela Bandeirantes com narração de Sílvio Luiz. Ah, bons tempos! Ainda jovem e desconhecido, era associado pela nomenclatura “Gilberto, irmão do Nélio”, uma eterna promessa do Flamengo que, da última vez que eu ouvi falar estava no ABC. Depois disso, ele jogou em tantas equipes, que poderia montar uma loja de material desportivo somente para revender as camisas já vestidas. Teve destaque nas equipes do Vasco, Grêmio e atualmente defende as cores do Hertha Berlim.
Nunca foi um jogador de aparecer muito pra torcida, o que me impede de tecer comentários sobre suas capacidades técnicas. Eu particularmente preferia o Júnior, mas repetindo o que disse sobre Roberto Carlos: antes um Gilberto que um Gustavo Nery. Aliás, antes um saco de bosta do que o Gustavo Nery. Mas vamos dar um crédito ao Gilberto e deixá-lo levar o nome da família do Nélio para o mundo das Copas! Porque é uma injustiça Nélio nunca ter ido à uma Copa!
Amanhã: os zagueiros!
Na seleção, é uma espécie de Matusalém. Dono da camisa número 2 há 12 anos – mais por falta de concorrência do que por competência -, foi tetra campeão em 94, vice em 98 e capitão da Seleção do Penta. Resumindo, ele está lá desde que eu me entendo por gente. Sua principal característica sempre foi o vigor físico acima da média, o que não se pode dar como garantia no alto de suas 36 primaveras. Marcador satisfatório e apoiador regular, nunca foi o ponto de referência das equipes em que atuou. Mas não é todo mundo que possui três finais de Copa no currículo. A experiência e a possibilidade de recorde devem fazê-lo ser titular. Porque brasileiro se amarra em ser primeiro em estatística.
13 - Cicinho: Lateral direito que iniciou sua carreira no Botafogo de Ribeirão Preto, com passagens pelo Botafogo Carioca e Atlético Mineiro. Mas seu destaque aconteceu mesmo no único time tricampeão do mundo em território tupiniquim. Fez parte do esquadrão dourado que garantiu a terceira estrela no peito dos torcedores mais orgulhosos do país. Não costuma marcar ninguém, mas isso não era problema para quem tinha Mineiro como cobertura. É tranqüilamente o melhor apoiador direito do país, aliando alta velocidade, boas finalizações de longa e média distância e excepcionais cruzamentos. Atualmente joga no time merengue da capital espanhola. Tem um Fusca vermelho tunado e possui o recado de caixa postal mais ridículo da história. Mas ninguém é perfeito – além de Air Ceni. É candidato a herdar a vaga de Matusalém, que deve subir aos céus, digo, pendurar as chuteiras após seus 967 anos de devoção a Javé, digo, à Seleção.
6 - Roberto Carlos: Lateral esquerdo de constituição física desproporcional, começou a carreira no União São João de Araras – sim, o time que levou 5 gols do Dodô -, tendo passagem de destaque pelo time do Vanderlei Luxemburgo, transferindo-se para a Inter de Milão. Após breve passagem na capital italiana da moda, transferiu-se para o time merengue da capital espanhola, onde joga há alguns anos e é ídolo da torcida – ainda que vez ou outra ele seja xingado de macaco.
Corre – ou corria - quase tanto quanto o Mirandinha e chuta quase tão forte quanto Rivelino, o que não significa que seus chutes e cruzamentos tenham direção. Deu uma cagada fabulosa ao acertar uma trivela surreal contra a França em um torneio caça-níquel antes da Copa de 98 e desde então ele aparece em toda cobrança de falta de média distância. Geralmente ele acerta o saco de algum defensor ou manda na arquibancada, mas sempre tem o Galvão Bueno fanático dizendo “Lá vem Roberto Carlos!!”.
Possui – ou possuía – vigor físico excepcional, o que garantia muita raça e disposição defensivamente. Mas seus 80 centímetros de altura já o fizeram tomar muita bola nas costas. É protagonista de cagadas homéricas, como a bicicleta – ou triciclo? Ou patinete? – contra a Dinamarca nas quartas de final da Copa da França, que causou um gol dos escandinavos.
Aos 33 anos, deve disputar sua última Copa. A não ser que resolva reviver Matusalém no Novo Testamento. O sujeito é emblemático na seleção, esperemos que ele não invente mais lances alternativos. E sempre lembrando: antes um Roberto Carlos caquético do que um Gustavo Nery em forma.
16 - Gilberto: Surgido nas categorias de base do Flamengo, no tempo em que o Campeonato Carioca ainda era transmitido pela Bandeirantes com narração de Sílvio Luiz. Ah, bons tempos! Ainda jovem e desconhecido, era associado pela nomenclatura “Gilberto, irmão do Nélio”, uma eterna promessa do Flamengo que, da última vez que eu ouvi falar estava no ABC. Depois disso, ele jogou em tantas equipes, que poderia montar uma loja de material desportivo somente para revender as camisas já vestidas. Teve destaque nas equipes do Vasco, Grêmio e atualmente defende as cores do Hertha Berlim.
Nunca foi um jogador de aparecer muito pra torcida, o que me impede de tecer comentários sobre suas capacidades técnicas. Eu particularmente preferia o Júnior, mas repetindo o que disse sobre Roberto Carlos: antes um Gilberto que um Gustavo Nery. Aliás, antes um saco de bosta do que o Gustavo Nery. Mas vamos dar um crédito ao Gilberto e deixá-lo levar o nome da família do Nélio para o mundo das Copas! Porque é uma injustiça Nélio nunca ter ido à uma Copa!
Amanhã: os zagueiros!

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