Piada de Portugues
"Pessoalmente, a eliminação do Brasil nunca me espantou. E nunca me espantou porque há vários anos que alimento teoria pessoal sobre o fenômeno futebolístico: uma equipe é o prolongamento natural do técnico na intimidade. Técnicos apaixonados na cama tendem a incutir nos atletas uma vontade orgástica de marcar. A frouxidão, pelo contrário, acaba por contaminar todo o grupo e os resultados não são animadores.
Felipão é um caso: batalhador, sim, mas as opções táticas são nitidamente conservadoras, o que não espanta num homem casado há vários anos com a mesma mulher. Resulta, e Portugal conseguiu chegar às meias, mas às vezes a rotina cansa. E pode fracassar: um adversário que adivinha os movimentos do amante acaba também por lhe negar o prazer.
Eriksson é visivelmente um D. Juan: conseguir transformar uma equipe frígida, como a inglesa, numa donzela voluptuosa, que se abre a um futebol de imaginação, é a marca indesmentível de um homem que aposta tudo nas preliminares. Nem sempre resulta? Pois não: existe o perigo de um certo esgotamento quando chega a altura de marcar.
Mas nada de exageros. Klinsmann, por exemplo, é o inverso: a expressão visível de um homem ansioso, que sacrifica as carícias do jogo pela vontade imediata de atacar.
O ideal, portanto, é o equilíbrio possível entre a sedução do adversário, alguns afagos para animar a torcida e eficácia no momento do remate. Pessoalmente, só Marcello Lippi, italiano, parece revelar as qualidades românticas essenciais. O futuro dirá."
João Coutinho, Jornalista Português da Folha de São Paulo. É, pelo visto, só ele acertou! (O texto saiu publicado hoje, mas foi escrito dia 30 de junho)
Felipão é um caso: batalhador, sim, mas as opções táticas são nitidamente conservadoras, o que não espanta num homem casado há vários anos com a mesma mulher. Resulta, e Portugal conseguiu chegar às meias, mas às vezes a rotina cansa. E pode fracassar: um adversário que adivinha os movimentos do amante acaba também por lhe negar o prazer.
Eriksson é visivelmente um D. Juan: conseguir transformar uma equipe frígida, como a inglesa, numa donzela voluptuosa, que se abre a um futebol de imaginação, é a marca indesmentível de um homem que aposta tudo nas preliminares. Nem sempre resulta? Pois não: existe o perigo de um certo esgotamento quando chega a altura de marcar.
Mas nada de exageros. Klinsmann, por exemplo, é o inverso: a expressão visível de um homem ansioso, que sacrifica as carícias do jogo pela vontade imediata de atacar.
O ideal, portanto, é o equilíbrio possível entre a sedução do adversário, alguns afagos para animar a torcida e eficácia no momento do remate. Pessoalmente, só Marcello Lippi, italiano, parece revelar as qualidades românticas essenciais. O futuro dirá."
João Coutinho, Jornalista Português da Folha de São Paulo. É, pelo visto, só ele acertou! (O texto saiu publicado hoje, mas foi escrito dia 30 de junho)

2 Bolas pro Mato:
At 9:17 PM,
Anônimo said…
a inglaterra virou uma donzela voluptuosa? no máximo, no máximo, uma puta barata do conic. valha-me deus.
At 10:54 PM,
Deia said…
Exato.
Escorregou o portuga nessa
Postar um comentário
<< Home