De futebol e vida real
Nesse período de reflexões e sínteses que antecedem o período de aniversário, cheguei à conclusão que nada melhor do que o futebol para ilustrar o desenrolar dessa experiência bizarra que chamamos viver.
Imprevisibilidade. Esse é o fator predominante. A vida e o futebol são uma caixinha de surpresas, são um imenso e constante gerador de improbabilidades, que, inutilmente, continuamos a tentar controlar, calculando estatísticas, desenvolvendo teorias, treinando incessantemente. Tudo pra que?! Pro juiz expulsar-te injustamente aos 5 minutos do primeiro tempo, pra professora não te dar a pesquisa por não ir com a sua cara ou pro seu celular ter caído embaixo da cama e você não ter atendido àquela ligação que poderia ter mudado a sua vida.
Assim, sabendo que os dois lados são totalmente imprevisíveis, por que rotular alguém como "limitado" por se dedicar ao árduo ofício de torcedor apaixonado? Pelo mesmo motivo que se condena alguém por ser um realista intransigente. Porque na verdade os dois são extremamente compatíveis. E assim, optar por um dos lados apenas, ignorando o outro, é perder o quanto uma experiência pode enriquecer a outra.
Mas como, como se dá essa interação, que eu defendo ser tão válida?
Pelo "Calejamento". Se os dois lados são imprevisíveis, não faz diferença se preocupar com qualquer um dos dois. É uma simples questão de escolher um lado, tomar uma parte para si. Trabalhando nas duas frentes, suas chances são redobradas - tudo bem que os riscos também são - mas é mais provável que em algum momento você se dê bem em uma das improbilidades da vida e o jogo. Assim, tanto fica pronto para a felicidade quanto calejado das agruras da vida.
Prático, simples, rápido.
Imprevisibilidade. Esse é o fator predominante. A vida e o futebol são uma caixinha de surpresas, são um imenso e constante gerador de improbabilidades, que, inutilmente, continuamos a tentar controlar, calculando estatísticas, desenvolvendo teorias, treinando incessantemente. Tudo pra que?! Pro juiz expulsar-te injustamente aos 5 minutos do primeiro tempo, pra professora não te dar a pesquisa por não ir com a sua cara ou pro seu celular ter caído embaixo da cama e você não ter atendido àquela ligação que poderia ter mudado a sua vida.
Assim, sabendo que os dois lados são totalmente imprevisíveis, por que rotular alguém como "limitado" por se dedicar ao árduo ofício de torcedor apaixonado? Pelo mesmo motivo que se condena alguém por ser um realista intransigente. Porque na verdade os dois são extremamente compatíveis. E assim, optar por um dos lados apenas, ignorando o outro, é perder o quanto uma experiência pode enriquecer a outra.
Mas como, como se dá essa interação, que eu defendo ser tão válida?
Pelo "Calejamento". Se os dois lados são imprevisíveis, não faz diferença se preocupar com qualquer um dos dois. É uma simples questão de escolher um lado, tomar uma parte para si. Trabalhando nas duas frentes, suas chances são redobradas - tudo bem que os riscos também são - mas é mais provável que em algum momento você se dê bem em uma das improbilidades da vida e o jogo. Assim, tanto fica pronto para a felicidade quanto calejado das agruras da vida.
Prático, simples, rápido.

1 Bolas pro Mato:
At 12:55 PM,
Anônimo said…
o calejamento dá muito trabalho, mas muito trabalho. até hoje uma derrota qualquer dói como a primeira. e assim para todos os outros acontecimentos tristes da vida que vivem a se repetir.
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