Meia-Boca Futebol Clube

Porque como diria Nelson Rodrigues: "Só jogador mediocre faz futebol de primeira"

3.12.09

De volta. De novo.

Cá estamos, de volta.

Depois de quase dois anos de sumária ausência, o clima de Copa do Mundo toma conta dos nossos corações e nos faz sublimar - mais pela suspensão dos campeonatos que os nossos times jogam do que por um amor incodicional ao esquete canarinho - as diferenças e nos unirmos nesse ideal comum que é a magia, ah, a magia e a felicidade do futebol.

E aqui estamos novamente, prontos para mais esse evento absolutamente vazio de espírito esportivo, mas muito, muito rico em seus elementos materiais! Mas nossa esperança é tipo o fluminense: nada é impossível para ela!

Mas desde o ano de 2006, muita coisa mudou. Passamos de 3 promissores estudantes universitários à 3 desempregados sob rótulos diversos: mestrandos, concurseiros, indecisos... O que tem lá suas vantagens. Como, por exemplo, manter a tradição de acompanhar os jogos da liga dos campeões da Europa no meio das tardes bem no meio do semestre; acompanhar os amistosos internacionais da seleção naqueles horários absurdos... E retomar blogues há muito esquecidos para voltar a discutir um dos top-five-temas-preferidos da nossa agenda.

Em termos de futebol, alguns foram mais felizes do que outros; meus companheiros tricolores tem mais estrelas hoje do que em 2006 e, hoje, nosso campeonato brasileiro tem, como já foi exposto aqui, o Flamengo como líder na penúltima rodada, Tardelli artilheiro com um Adriano depressivo e Petkovic como a grande sensação do ano, o que já reforça a fala do nosso grande filósofo da história: alguma coisa superior e inexplicável está acontecendo. E sinceramente, vamos nos ater aos fatos: o Grêmio não precisaria fazer nenhum esforço pra perder pro Flamengo domingo. Qualquer gremista minimamente sensato (o que não é a regra, eu admito) já considera jogo fora como derrota, ou na melhooor das hipóteses, empate, desde a 15ª rodada.

No fim, acho que a prova mais contundente desse inexplicável campeonato brasileiro é o Fluminense. Temos que considerar, de novo, a relação entre a sensatez e as improbabilidades desse mundo futebolístico. Como diria uma amiga minha, num momento de alta iluminação futebolística, os nossos campeonatos de futebol, se dependessem só de organização, pagamento em dia e jogadores profissionais sérios e responsáveis, seria desafio sebrae, e não campeonato de futebol (que nesse sentido seria ganho pelo SPFC todo santo ano)!

Mas é isso, é por isso que a gente tá aqui. São esses motivos inexplicáveis que nos fazem voltar, afinal. O espírito da História, será ele; a providência dos santos e espíritos dos deuses do futebol; a mão do Henry.

Estamos todos procurando o Cantona que existe em cada um de nós!

Welcome Back, Meia-Boca!

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